Imóvel com energia solar pode valorizar de 3% a 6%

Estudo foi feito pelo Laboratório Nacional Lawrence Berkeley, na Califórnia, EUA

Apesar de o mercado de energia solar estar em crescimento aqui no Brasil, nos Estados Unidos já é uma realizada há mais tempo. E este cenário demonstra uma outra evolução: a valorização dos imóveis que têm sistemas de energia solar instalados. 

Estudos desenvolvidos pelo Laboratório Nacional Lawrence Berkeley, na Califórnia, Estados Unidos, demonstram que imóveis com instalação de um sistema de energia solar têm uma valorização de 3% a 6%. A análise mostrou, ainda, que os compradores estavam dispostos a pagar, em média, R$ 40 mil a mais por casas que tenham um sistema fotovoltaico instalado.

No Brasil, estima-se que é um bom momento para investir nesse segmento e também instalar painéis solares em casa. Será um investimento a médio prazo, mas que já vai fazer a diferença na hora de pagar a conta de luz e, mais tarde, terá uma grande valorização na hora que decidir vender o imóvel.

Para se ter uma ideia, no fim dos três primeiros meses deste ano, o segmento teve como resultado a marca de 5,1 gigawatts (GW) de capacidade instalada no país e um aumento de 14,4% frente aos 4,5 GW do fim de 2019.

Deste total, 55% ou 2,7 GW referem-se a usinas de grande porte, conhecidas no setor como “geração centralizada”, e os demais 2,4 GW são provenientes dos mais de 208 mil sistemas de mini ou microgeração, ou “geração distribuída”, sendo estas comerciais e residenciais.

Em termos de instalação de usinas, o Brasil teve uma alta de 21,5% somente no primeiro trimestre de 2020, segundo dados divulgados pela Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR).  Desde 2019, o País vem registrando um boom positivo no número de instalações de sistemas de micro e minigeração de energia solar, impulsionada pelo aumento nas tarifas de energia das distribuidoras, pela redução de custo dos sistemas de energia solar e pela ampliação das linhas de financiamento para esse tipo de projeto. 

E os principais motivos para este crescimento foram a economia direta na conta de luz, a busca de autonomia na geração, preocupação com o meio ambiente, facilidades de financiamento e também da valorização do imóvel.

Vale registrar que, antes de toda essa situação envolvendo a pandemia da covid-19, o segmento solar tinha como projeção gerar mais de 120 mil novos empregos no Brasil, acumulando mais de 250 mil postos de trabalho até dezembro, concentrados entre cerca de 15 mil empresas da cadeia produtiva fotovoltaica, e mais de R$ 19,7 bilhões de investimentos privados neste ano, quando somados os setores de geração distribuída (sistemas em telhados e fachadas de edifícios) e centralizada (grandes usinas solares).

Em termos específicos da geração distribuída, os cidadãos e empresários têm apostado de forma significativa na tecnologia fotovoltaica, no sentido de ganhar competitividade e aliviar os orçamentos das famílias. Em número de sistemas fotovoltaicos instalados no Brasil, os consumidores residenciais estão no topo da lista, representando 72,60% do total. Em seguida, aparecem as empresas dos setores de comércio e serviços (17,99%), seguidos pelos consumidores rurais (6,25%), indústrias (2,68%), poder público (0,43%) e outros tipos, como serviços públicos (0,04%) e iluminação pública (0,01%).

fonte: portal solar